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Ioulianou 50 Apartamentos
Pão de cevada ntákos com tomate, mizíthra e azeite numa taverna cretense
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Cozinha cretense em Atenas: pratos, raki e tavernas

📅 13 de abril de 2026 ⏱️ 6 min de leitura ❤️ Kathy
A cozinha cretense não é «mais uma» mesa grega. Vive de azeite bom, ervas bravas, paximádi (tosta de cevada), queijos, carne lenta e tsikoudiá (raki). Em Atenas há tavernas com alma da ilha mesmo perto do centro — o truque é saber o que pedir e ler o menu com olhos de ver.

O que a torna diferente

Ficou conhecida nos anos 60 com o estudo de Ancel Keys. No prato, mantém-se descomplicada e certeira: muitos vegetais e leguminosas, peixe e carne em conta, verduras selvagens e azeite sem timidez.

  • Azeite — não só no fim; cozinha-se com ele desde o início.
  • Verduras — stamnággathi, vrúva, askólimbros e o que a época trouxer, quase sempre cozidas e temperadas com limão e azeite.
  • Queijos e paximádi — graviera, mizíthra, anthótyro, xýgalo de Sitia e o paximádi de cevada do ntákos.
  • Carne ao fogo — borrego e cabrito em antikristó quando há espaço e tempo.
  • Tsikoudiá (raki) — destilado de bagaço que abre o apetite ou fecha a refeição.

Pratos para apontar já

Ntákos

Paximádi de cevada com tomate ralado, mizíthra ou xinomizíthra, azeitonas, orégãos e azeite generoso. Vive do pão, do tomate e do azeite — se estes brilham, o resto acompanha.

Chohlií mbourmpouristoí

Caracóis fritos em azeite com sal, alecrim e vinagre. Não é para todos; numa boa taverna dizem muito sobre a mão da cozinha.

Apáki

Porco marinado em vinagre e fumado com ervas. Fatiado fino, pede um copinho de raki ao lado.

Pita de Sfakiá

Panqueca finíssima dos Sfakiá com queijo fresco dentro e mel de tomilho por cima. Pode abrir ou fechar a refeição.

Gamopílafo

Arroz cozido devagar em caldo de carne, às vezes com stáka. Prato de festa, conforto puro.

Antikristó / Kléftiko

No antikristó a carne assa frente ao braseiro; no kléftiko assa fechada, normalmente no forno. Em Atenas encontras mais o kléftiko.

Onde comer cozinha cretense em Atenas

No centro encontras três estilos diferentes:

  1. Omonía e Acharnón — casas antigas de família, muitos mezedes, raki e ambiente sem artifícios.
  2. Pagkráti e Mets — salas mais atuais, produtos vindos da ilha, cartas de vinho pensadas e empratamento cuidado.
  3. Exarchia e ruas próximas — sítios pequenos com espírito de mezedopoleío (tasca de petiscos) e clientes fiéis.

Mapa: tavernas cretenses perto da Ioulianou 50

Quatro opções a distância de uma caminhada — da Praça Kaníngos a Kypséli. Clica nos pins para ver moradas e traçar o caminho no Google Maps.

Ioulianou 50 Taverna cretense

Como reconhecer uma boa taverna cretense

Cinco sinais rápidos

  • Raki ou tsikoudiá — uma garrafa decente na mesa costuma indicar respeito pela ilha.
  • Chohlií só quando há — mais vale não servir todos os dias do que improvisar.
  • Ntákos com paximádi firme — deve amolecer com o tomate, não desfazer-se.
  • Castas de Creta na carta — Vidianó, Vilána, Dafní, Plitó, Kotsifáli, Mandilariá e Liátiko mostram cuidado com a origem.
  • Mel nas sobremesas — pita de Sfakiá, kalitsoúnia e lychnarákia pedem mel leve, não xarope pesado.

Vinhos de Creta à mesa

Já aparecem em muitas cartas de Atenas. Se vires estas castas, vale a prova:

Vidianó (branco)

Aromático, fruta madura e mais corpo do que um branco básico de taverna.

Vilána (branco)

Fresco e leve, liga com ntákos, verduras e fritos.

Liátiko (tinto)

Tinto claro e perfumado, mais delicado do que os tintos de extração.

Kotsifáli / Mandilariá (lote)

Lote clássico da ilha: fruta do Kotsifáli e cor/estrutura da Mandilariá.

Preços

Uma mesa de mezedes para duas pessoas — oito ou nove pratinhos, meio litro de vinho ou raki — fica entre 35-55 € numa taverna de bairro. Em Pagkráti ou Mets, com sala mais moderna e vinho engarrafado, conta 60-90 € para duas pessoas.

Se só tiveres uma refeição, pede isto

  1. Ntákos — o barómetro.
  2. Chohlií mbourmpouristoí.
  3. Verduras bravas — o que houver: stamnággathi ou vlíta.
  4. Borrego antikristó ou kléftiko como principal.
  5. Pita de Sfakiá com mel para fechar.
  6. Raki no fim.

Com este alinhamento ficas com uma boa fotografia da cozinha cretense sem te perderes no menu.

Como ir desde a Angel Athens (Ioulianou 50)

Para Omonía/Acharnón, desde a Ioulianou 50 conta 7–15 minutos a pé, conforme a taverna. Para Pagkráti e Mets, caminha 3 minutos até Victória, apanha a Linha 1 até Monastiraki e muda para a Linha 3 rumo a Evangelismós. Dali, mais 10–15 minutos a pé. No total, 25–35 minutos. De táxi, com trânsito normal, 15–25 minutos.

Perguntas frequentes

Raki é o mesmo que ouzo?

Não. O raki (tsikoudiá) é um destilado de bagaço, sem anis. Fica mais perto da grappa do que do ouzo. Bebe-se em copos pequenos, fresco mas não gelado.

É boa opção para vegetarianos?

Sim. Verduras, gígantes (feijões grandes), dolmádes, ntákos, fava, yemistá, queijadas e flores de curgete fritas chegam para uma mesa completa sem carne.

Os chohlií valem a pena?

Se gostas de caracóis, sim. Os chohlií mbourmpouristoí trazem alecrim marcado, vinagre e azeite. A textura lembra mais um petisco do mar do que algo pesado.

Fontes:

— Kathy