🪪 O bilhete de identidade da ilha
📍 Onde fica
Monemvasia fica na costa leste da Lacónia, no sudeste do Peloponeso. O rochedo liga-se ao continente por uma ponte a partir da aldeia de Gefyra, onde há hotéis, tabernas e uma pequena praia. A partir de Atenas, o mais fácil é ir de carro, cerca de quatro horas por Trípoli e Esparta. Também há autocarros do KTEL da Lacónia, com mudança em Esparta ou em Molai.
📍 Onde fica Monemvasia
Monemvasia fica na costa leste da Lacónia, no sudeste do Peloponeso, a cerca de quatro horas de carro de Atenas. A vermelho, o rochedo; a verde, Atenas, o aeroporto e Esparta, pelo caminho.
🗺️ O mapa
O rochedo tem cerca de um quilómetro e meio de comprimento e algumas centenas de metros de largura, com paredes a pique por todos os lados. A partir da ponte, uma estrada contorna-o até à porta principal, onde deixas o carro. Dentro das muralhas, no lado sul, estende-se a Cidade Baixa, do mar até à base da falésia. Um caminho em ziguezague sobe ao planalto do topo, à Cidade Alta, com a Agia Sofia.
🗺️ O mapa de Monemvasia
O rochedo de Monemvasia liga-se ao continente por uma ponte a partir da aldeia de Gefyra. Uma estrada contorna-o até à porta principal. Dentro das muralhas, no lado sul, fica a Cidade Baixa, e no planalto do topo a Cidade Alta com a Agia Sofia. Toca em cada número para veres o que é.
Mapa: Matteo Neroni, século XVI (Public domain) · Wikimedia Commons
⚖️ Vale a pena? Prós e contras
Monemvasia é um dos lugares com mais atmosfera da Grécia, e merece pelo menos uma noite dentro das muralhas. Mas não é sítio para grandes praias de areia, e aos fins de semana enche. Aqui fica um retrato honesto.
📊 Em resumo, de 1 a 5
👍 Os prós
- Uma cidade medieval inteira sem carros, ainda habitada.
- A Agia Sofia à beira da falésia e a vista da Cidade Alta.
- Ficas em solares de pedra dentro das muralhas.
- Banhos nas rochas, por baixo das muralhas.
- Combina com Elafonisos e a Lacónia.
👎 Os contras
- Muita gente aos fins de semana e feriados.
- O caminho para a Cidade Alta é íngreme e sem sombra.
- As casas de hóspedes dentro das muralhas são caras.
- Deixas o carro fora e carregas as malas.
🏰 A história da cidade-fortaleza
O rochedo separou-se do continente com um sismo em 375 d.C. No século VI, habitantes da Lacónia refugiaram-se aqui das incursões, e construíram uma cidade a que só se chegava por um ponto: «moni emvasia», uma única entrada, de onde veio o nome. Na época bizantina tornou-se um dos portos mais ricos da Moreia, com milhares de habitantes, e deu o nome à malvasia, o vinho doce que os venezianos vendiam por toda a Europa.
Passou dos bizantinos para os venezianos e os otomanos, e em 1821 foi um dos primeiros castelos tomados pelos revolucionários. No século XX ficou quase deserta, até ser restaurada aos poucos, casa a casa. Foi aqui que nasceu, em 1909, o poeta Yannis Ritsos, e é aqui que está sepultado.
Fotos: Ingo Mehling (CC BY-SA 3.0), C messier (CC BY-SA 4.0), Jean Housen (CC BY-SA 4.0) · Wikimedia Commons
Dentro das muralhas não entram carros. Estaciona na estrada fora da porta, que enche cedo aos fins de semana, ou deixa o carro em Gefyra e atravessa a pé, em vinte minutos. No verão costuma haver um pequeno autocarro a partir de Gefyra.
⛪ A Cidade Baixa
Passas a porta principal, um arco na muralha, e estás na rua principal, uma viela calcetada estreita com lojinhas, cafés e tabernas. Segue-a até à praça dos canhões, onde ficam o Elkomenos Christos, a catedral da cidade, e em frente a antiga mesquita, que hoje acolhe a coleção arqueológica. Um pouco mais abaixo, sobre o mar, a Panagia Chrysafitissa com o seu pátio.
Depois deixa a rua principal e perde-te nas vielas, entre solares de pedra, arcos, degraus e pequenas igrejas. Junto à porta vais ver a casa de Yannis Ritsos, com o seu busto. No lado sul, ao longo da muralha do mar, uma rua leva-te até à ponta leste, com vista para o mar aberto.
Fotos: C messier (CC BY-SA 4.0), Iolchos07 (CC BY-SA 4.0), Jean Housen (CC BY-SA 4.0), Dongping Du (CC BY-SA 4.0), Nicolas Hadjidimitriou (CC BY-SA 4.0) · Wikimedia Commons
⛰️ A Cidade Alta e a Agia Sofia
A partir da Cidade Baixa, um caminho de pedra com degraus sobe em ziguezague pela falésia até uma porta no topo. Ali, no planalto do rochedo, ficava a Cidade Alta, onde viviam os nobres: hoje ruínas de casas, cisternas e muralhas entre arbustos. À beira da falésia norte, sobre o mar, ergue-se a Agia Sofia, uma igreja bizantina do século XII com uma grande cúpula, a única que se mantém intacta aqui em cima. A subida demora cerca de vinte minutos, e a vista das muralhas é das melhores do Peloponeso.
Fotos: Nicolas Hadjidimitriou (CC BY-SA 4.0), Jean Housen (CC BY-SA 4.0), Patrice78500 (CC BY-SA 4.0), Chris Kar (CC BY-SA 4.0), Dongping Du (CC BY-SA 4.0), Lunar sea n (CC BY-SA 4.0), C messier (CC BY-SA 4.0) · Wikimedia Commons
O caminho é de pedra, íngreme e escorregadio, sem sombra. Usa bom calçado, leva água e sobe de manhã cedo ou ao fim da tarde. A Cidade Alta é um sítio arqueológico, com horários que mudam com a estação.
🌊 Banhos em Monemvasia
Monemvasia não tem praia de areia, mas tem algo especial: banhos nas rochas por baixo das muralhas. No lado sul da Cidade Baixa, degraus e escadas metálicas descem para águas fundas e limpas, com as muralhas medievais por cima de ti. Para areia, há a pequena praia de Gefyra, e um pouco mais longe, na Lacónia, Pori e Xifias. Para grandes praias, Elafonisos fica a uma hora para sul.
🍽️ O que comer
As tabernas da Cidade Baixa e de Gefyra fazem cozinha da Lacónia: siglino, o porco fumado de Mani, lalangia, ervas silvestres, peixe fresco e doces de amêndoa como os amygdalota de Monemvasia. Prova também um copo de malvasia, o vinho que as adegas da região voltaram a produzir. À noite, janta num terraço dentro das muralhas, com o castelo iluminado.
📅 Quando ir
Monemvasia vale a pena todo o ano. De abril a junho e em setembro e outubro, o tempo é ideal para caminhar e tomar banho. Em julho e agosto faz calor e aos fins de semana enche. No inverno é tranquila, com pouca gente, e no Natal e na Páscoa tem ambiente de festa, com muita gente.
🚗 Como ir a partir de Atenas
| Meio | Duração | De onde | Notas |
|---|---|---|---|
| Carro | Cerca de 4 horas | Atenas → Trípoli → Esparta → Monemvasia | O mais fácil, autoestrada até Trípoli. |
| Autocarro | Cerca de 5 horas | KTEL Kifissos → Esparta ou Molai → Monemvasia | Com mudança, poucas partidas por dia. |
| Combinação | Uma hora até Elafonisos | Monemvasia → Neapoli → Elafonisos | Uma viagem ideal de uma semana. |
A partir da Ioulianou 50, a estação de autocarros interurbanos de Kifissos fica a poucos minutos de táxi, ou de autocarro a partir de Omonia. Para o teu destino próximo, vê o nosso guia de Elafonisos.
🗓️ Um dia em Monemvasia
A Cidade Alta
Entra cedo pela porta principal e sobe logo o caminho para a Cidade Alta, antes do calor. Vê a Agia Sofia à beira da falésia e a vista das muralhas.
A Cidade Baixa
Ao descer, perde-te nas vielas até à praça com o Elkomenos Christos, a Panagia Chrysafitissa e a casa de Ritsos. Almoço numa taberna com vista e banho a partir das escadas nas rochas.
As luzes do castelo
À tarde, passeia ao longo da muralha do mar. À noite, quando os visitantes do dia partem, a cidade ilumina-se com candeeiros: uma bebida num terraço e jantar dentro das muralhas ou em Gefyra.
Perguntas frequentes
Monemvasia é uma ilha?
Sim, um pequeno ilhéu rochoso que um sismo separou do continente em 375 d.C. Hoje uma ponte curta liga-a a Gefyra, e chegas de carro até à porta.
Vale a pena ficar dentro do castelo?
Sim, se puderes. À noite, quando os visitantes partem, a Cidade Baixa fica sossegada e iluminada por candeeiros. As casas de hóspedes ficam em solares de pedra, são mais caras do que em Gefyra e convém reservar cedo.
Quanto demora a subida à Cidade Alta?
Cerca de vinte minutos a partir da Cidade Baixa, por um caminho de pedra com degraus. Conta com uma a duas horas no total para a Cidade Alta e a Agia Sofia.
Posso tomar banho?
Sim, nas rochas por baixo das muralhas, onde escadas descem para águas fundas, ou na pequena praia de Gefyra. Para praias de areia, vai a Elafonisos.
— Kathy