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A cabeça de bronze de Memos Makris e o portão de ferro partido de 1973 no pátio do Politécnico, na rua Patision
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Politécnico, 17 de novembro: horários, marcha e ruas cortadas

📅 25 de outubro de 2026 ⏱️ 9 minutos de leitura ❤️ Kathy
🌹 Até ao aniversário do Politécnico
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15 de novembroPortões 09:00–20:00
16 de novembroPortões 09:00–20:00
17 de novembroPortões até às 13:00 · marcha
terça-feira, 17 de novembro de 2026. O Politécnico fica a 9 minutos a pé de Ioulianou 50.
O histórico complexo do Politécnico, na rua Patision 42, fica a 9 minutos a pé de Ioulianou 50. Todos os anos, de 15 a 17 de novembro, Atenas recorda aqui a revolta dos estudantes de 1973 contra a ditadura. Os portões abrem ao público, as pessoas deixam flores no memorial do pátio e, na tarde do dia 17, uma grande marcha desce até à embaixada dos Estados Unidos. Em 2026, o 17 de novembro calha a uma terça-feira. Se ficas em Victoria, o aniversário significa sobretudo duas coisas: a rua Patision fechada um pouco abaixo do bairro e estações de metro fechadas no centro na tarde do dia 17. Em baixo encontras o que acontece em cada dia, como lá chegar, que ruas e estações fecham e o que aconteceu em novembro de 1973.

Num relance

15–17 de novembro

Três dias de memória no Politécnico. No dia 17 não há aulas nas escolas; lojas e serviços funcionam normalmente.

9 minutos

A pé de Ioulianou 50 até ao portão da rua Patision, cerca de 700 metros.

14:30

A hora a que a marcha para a embaixada dos Estados Unidos partiu no ano passado.

5 estações

Fechadas em 2025 a partir das 14:00: Omonia, Panepistimio, Syntagma, Evangelismos, Megaro Mousikis.

O que acontece em cada dia

O programa quase não muda de ano para ano. Os horários aqui são do 52.º aniversário, em 2025; os deste ano são anunciados pelo Politécnico e pela polícia poucos dias antes.

QuandoO que acontece
15 de novembro e 16 de novembro, 09:00–20:00Os portões da rua Patision estão abertos. As pessoas passam pelo memorial e deixam cravos vermelhos; vêm turmas de escolas com os professores. No pátio montam-se exposições de fotografias e documentos.
17 de novembro, a partir das 09:00Coroas oficiais: o Presidente da República, o presidente do Parlamento, partidos, presidentes de câmara, organizações. Famílias com crianças, canções da época nos altifalantes.
13:00Os portões fecham. Lá dentro decorre a cerimónia da Comissão de Comemoração, sem público.
A partir das 14:00Fecham as estações de metro centrais e, aos poucos, as grandes avenidas do centro.
14:30A marcha sai do Politécnico. À frente vai a bandeira ensanguentada da revolta.
Por volta das 16:30A cabeça da marcha chega à embaixada dos Estados Unidos, na avenida Vasilissis Sofias. Um minuto de silêncio, o hino nacional e a dispersão.

O percurso passa pela rua Panepistimiou, por Syntagma e pela avenida Vasilissis Sofias. No ano passado a bandeira fez uma breve paragem no Túmulo do Soldado Desconhecido e chegou à embaixada às 16:20. Os blocos de estudantes, sindicatos e partidos seguem durante horas.

A visita ao Politécnico

Entras pelo portão principal da rua Patision. À direita, na relva do pátio, está o memorial: uma grande cabeça de bronze do escultor Memos Makris, intitulada «Em honra das vítimas», e ao lado o próprio portão de ferro que o tanque derrubou em 1973, torcido, tal como o encontraram de manhã. É ali que as pessoas deixam as flores. Em três dias fica cheio de cravos.

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A cabeça de bronze de Memos Makris ao lado do portão torcido de 1973, na relva do pátio do Politécnico
O memorial do pátio

A escultura «Em honra das vítimas» e o portão principal de 1973. É aqui que deixas as flores.

O memorial no pátio do Politécnico, entre arbustos e edifícios neoclássicos, com uma laranjeira-amarga à frente
Entre os edifícios

O memorial fica a poucos metros da entrada, em frente aos edifícios neoclássicos do complexo.

O portão de ferro partido do Politécnico visto de perto, deitado na relva com as grades dobradas
O portão de 1973

As grades dobradas mostram onde o tanque bateu na madrugada de 17 de novembro.

O pátio do Politécnico visto da entrada da rua Patision, com o edifício Averof ao fundo e o memorial à direita
Da entrada

Logo depois do portão: em frente o edifício Averof, à direita o memorial.

Fotos: StrangeTraveler, C messier (CC BY-SA 4.0), GreatBernard (CC0), Wikimedia Commons.

O edifício com colunas ao fundo é o Averof, construído no século XIX segundo o projeto de Lysandros Kaftanzoglou. Da varanda dos seus propileus, Nikos Xylouris cantou para a multidão a 16 de novembro de 1973. Nos dias do aniversário as salas estão fechadas; vês o pátio e os edifícios por fora.

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A fachada do edifício Averof no Politécnico com a escadaria de mármore e as colunas jónicas, entre pinheiros
O edifício Averof

O edifício principal do complexo. Xylouris cantou da sua varanda em 1973.

A escadaria de mármore e os propileus do edifício Averof com a bandeira grega por cima do frontão
Os propileus

A varanda por cima da escadaria. O mesmo sítio aparece em muitas fotos de novembro de 1973.

O átrio do edifício Averof visto de cima, com um chão em mosaico de mármore em xadrez
O átrio

Dentro do edifício Averof. Nos dias do aniversário os espaços interiores ficam fechados.

O portão principal do Politécnico na rua Patision com grades, uma palmeira e o edifício neoclássico amarelo atrás
O portão da rua Patision

A entrada principal de hoje, onde ficava o portão de 1973.

Postal antigo de 1900 com o complexo do Politécnico na rua Patision, o pátio e os dois edifícios laterais
O Politécnico em 1900

Um postal do início do século. O pátio e os edifícios ficaram quase iguais.

Fotos: Yair Haklai, Costis 66, Katerina Zisimopoulou (CC BY-SA 4.0), Neosmyrnian (CC BY-SA 3.0), postal (domínio público), Wikimedia Commons.

Quando ir: na manhã do dia 15 ou 16. Há menos gente, o pátio está calmo e podes deixar uma flor sem pressa. Na manhã do dia 17 chegam as coroas oficiais e a multidão cresce até às 13:00.

Como chegar a partir de Ioulianou 50

O Politécnico fica do nosso lado da cidade. Não precisas de metro — ainda bem, porque nestes dias as estações próximas fecham:

  1. Ioulianou 50 → Patision: caminha para leste pela rua Ioulianou, cerca de 330 metros, até à rua Patision.
  2. Patision → Politécnico: vira à direita e desce a rua Patision. Ao fim de cerca de 370 metros, à tua esquerda, está o portão principal, logo a seguir ao Museu Arqueológico Nacional.

No total cerca de 700 metros, 9 minutos. Da rua Kodrigktonos para baixo, a Patision está fechada aos carros nestes dias, por isso caminhas à vontade.

🌹 De Ioulianou 50 ao Politécnico

Cerca de 700 metros a pé. Toca no Politécnico para abrir o percurso no Google Maps.

Ioulianou 50 Politécnico, Patision 42 Museu Arqueológico Nacional

Ruas e estações de metro fechadas

A polícia de trânsito publica todos os anos as medidas poucos dias antes. No ano passado aplicaram-se em duas fases.

De sábado às 06:00 a terça-feira às 06:00 (15–18 de novembro de 2025), à volta do Politécnico:

  • Rua Patision, da Kodrigktonos à Panepistimiou, nos dois sentidos — ou seja, de um pouco abaixo de Victoria até Omonia.
  • Rua Stournari, da praça de Exarchia até à 3is Septemvriou.
  • As ruelas de Exarchia à volta da praça: Boumboulinas, Tzortz, Botasi, Solomou, Sp. Trikoupi e outras.

No dia 17, do meio-dia até ao fim da marcha, aos poucos:

  • Panepistimiou, Stadiou, Akadimias em toda a extensão.
  • Vasilissis Sofias, Vasileos Georgiou, Amalias, Filellinon, à volta de Syntagma.
  • Avenida Alexandras em toda a extensão, e troços da Kifissias, Mesogeion e Pireos em direção ao centro.

No metro, depois das 14:00 fecharam as estações Omonia, Panepistimio, Syntagma, Evangelismos e Megaro Mousikis, que reabriram quando a polícia autorizou. Os comboios passam sem parar. O autocarro X95 para o aeroporto partia da estação Katechaki em vez de Syntagma.

O que significa para ti: a estação Victoria continua aberta e a Linha 1 circula normalmente para Kifissia e para o Pireu. Se fores para o aeroporto na tarde do dia 17, não contes com Syntagma: apanha a Linha 1 até Monastiraki e daí a Linha 3 para o Aeroporto, e sai uma hora mais cedo. Nessa tarde os táxis andam muito devagar no centro.

O que aconteceu em novembro de 1973

Desde 21 de abril de 1967, a Grécia vivia sob uma ditadura militar. A 14 de novembro de 1973, os estudantes do Politécnico decidiram faltar às aulas e ficaram dentro do complexo da rua Patision. Em pouco tempo juntaram-se estudantes de outras faculdades.

No dia seguinte começou a emitir uma rádio improvisada, construída nos laboratórios da escola. A sua mensagem, «Aqui o Politécnico!», ouvia-se em toda Atenas. A 16 de novembro, milhares de pessoas estavam reunidas lá fora: alunos do secundário, operários, agricultores de Mégara.

Às 3 da madrugada de 17 de novembro, um tanque derrubou o portão principal e o exército entrou. Nas horas seguintes morreram pessoas dentro e fora do Politécnico, por toda a cidade. A investigação do historiador Leonidas Kallivretakis registou 24 mortos identificados. A ditadura caiu em julho de 1974.

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Foto a preto e branco de novembro de 1973 com uma grande multidão na rua Patision em frente aos edifícios do Politécnico
Novembro de 1973

A multidão na rua Patision, em frente ao Politécnico, nos dias da revolta.

O portão do Politécnico no aniversário de 2016, com bancas, cartazes e gente à entrada debaixo de uma árvore despida
Nos dias do aniversário

16 de novembro de 2016. À entrada montam-se bancas e exposições, e as pessoas entram e saem o dia todo.

O portão principal do Politécnico na noite de 17 de novembro, com palavras de ordem nas colunas e as grades fechadas
A noite de 17

17 de novembro de 2011. Depois da marcha o portão fica fechado, com as palavras de ordem do dia.

Polícias em linha em frente a um pequeno grupo de pessoas na rua perto do Politécnico, no aniversário de 2020
Polícia nas ruas

17 de novembro de 2020. No dia do aniversário a presença policial no centro é muito grande.

Fotos: fotógrafo desconhecido (1973), Yorgossinior, Pavlos1988 (CC BY-SA 4.0), Apaleutos25 (CC BY-SA 3.0), Wikimedia Commons.

O que está aberto a 17 de novembro

O 17 de novembro não é feriado oficial. As escolas não têm aulas, mas os alunos vão às cerimónias de memória. As universidades estão fechadas. Bancos, serviços públicos, lojas, restaurantes e cafés funcionam normalmente. A Acrópole e os sítios arqueológicos abrem com o horário de inverno.

O Museu Arqueológico Nacional fica no terreno ao lado, do mesmo lado da rua Patision. Nos dias do aniversário a rua em frente está fechada aos carros. Se o quiseres visitar, vai na manhã do dia 15 ou 16 e confirma na véspera os avisos do museu. Mais sobre o caminho no nosso guia do Museu Arqueológico Nacional.

A noite de 17: a marcha é pacífica na sua esmagadora maioria. Depois de terminar, ao fim da tarde e à noite, há muitas vezes confrontos com a polícia à volta de Exarchia e do Politécnico, com gás lacrimogéneo que chega às ruas vizinhas. Nessa noite evita Exarchia, a rua Stournari e a Patision abaixo da Kodrigktonos. Victoria e o Pedion tou Areos costumam ficar calmos.

Perguntas frequentes

Quando é o aniversário do Politécnico em 2026?

O dia principal é terça-feira, 17 de novembro de 2026. Os portões abrem ao público a partir de 15 de novembro.

Posso entrar no Politécnico como visitante?

Sim. A 15 e 16 de novembro o pátio está aberto das 09:00 às 20:00 e a 17 de novembro até às 13:00 (horário de 2025). A entrada é livre. Fica em silêncio diante do memorial; as fotografias são permitidas.

A que distância fica de Ioulianou 50?

Cerca de 700 metros, 9 minutos a pé: a Ioulianou até à Patision e depois sempre a direito pela Patision abaixo.

O metro vai funcionar?

Sim, exceto as estações centrais que fecham na tarde do dia 17. No ano passado foram Omonia, Panepistimio, Syntagma, Evangelismos e Megaro Mousikis, a partir das 14:00. Victoria ficou aberta.

É seguro andar pelo centro?

De dia, sim. A marcha é grande mas pacífica. Na noite de 17 evita Exarchia e as ruas à volta do Politécnico, onde muitas vezes há confrontos.

Porque é que a marcha acaba na embaixada dos Estados Unidos?

Os manifestantes consideram que os Estados Unidos apoiaram a ditadura de 1967–1974. A embaixada é o fim da marcha desde os primeiros anos após a queda da junta.

— Kathy